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O povoado de Mário Campos surgiu com a exploração do ouro. Para a extração do ouro, a terra era lavrada, daí seu primeiro nome ter sido Povoado de Lavras.

O povoado teve origem nas grandes fazendas. Todas as terras pertenceram, antes de 1900, a três fazendas:

·         Fazenda do Jacaré – Pertencia ao senhor Belmiro do Prado e dona Júlia, que foram patriarcas da família Prado. Donos de terras que abrangiam localidades onde hoje se situa Mário Campos, Bandeirinhas e a divisa com o atual município de São Joaquim de Bicas.

Foi nesta fazenda que em 1910, surgiu a primeira escola particular da região.

 

·         Fazenda dos Quilombos – Supõe-se, através da memória oral de antepassados, que esta Fazenda fora construída pelos escravos que fugiram da Fazenda do Jacaré e que se davam bem com o proprietário desta, o senhor João José do Prado, filho do senhor Belmiro do Prado.

 

·         Fazenda do Capão – De propriedade do senhor Domingos José Campos, abrangia todas as terras da Vila da Serra e chegava até as encostas de onde hoje se situam Tangará e Bom Jardim.

 

O segundo nome, Carlos Chagas, veio com a construção da estrada de ferro, por volta de 1911 a 1918. Nesta época, aconteceram as primeiras desapropriações para dar passagem ao progresso, sendo que, na Reta do Jacaré foi derrubada uma casa para construir a Estrada de Ferro Central do Brasil. Foi construída a primeira parada de trens, naquele lugar, chamada de parada de Carlos Chagas.

A estação ferroviária do Jacaré foi inaugurada somente em 1923 e nos anos 1930 teve o nome alterado para o atual, Mário Campos. Entretanto, há guias que apontam Jacaré e Mário Campos como sendo duas paradas diferentes, distantes 2 km uma da outra.

Atualmente a estação encontra-se demolida, sobrou apenas uma velha plataforma e uma casa de turma. Este lugar em especial preserva características da década de 1950: à frente da estação ainda há um pequeno lago (conhecido como Lagoa do Campo Verde), integrante de uma praça, com várias árvores.

O povoado de Bom Jardim sempre foi uma região predominantemente agrícola. Suas terras já produziram muito arroz, milho, feijão, amendoim, mandioca e pequi.

Por volta de 1950, um grupo de japoneses chegou no povoado e administraram novas técnicas de cultura e diversificaram a produção local.

Bom Jardim se destacou por muito tempo na produção de flores, especialmente de rosas. A vinda dos japoneses contribuiu para o aumento da população, arrebanhou pessoas para o trabalho e, consequentemente, houve expansão da ocupação demográfica, antes constituída quase só de parentes entre si.

A principal atividade ocupacional da região foi, e ainda é, a hortifrutigranjeira.

 

QUEM FOI MÁRIO CAMPOS

Mário Campos foi o precursor e fundador da Colônia Santa Izabel, localizada dentro do território de Betim, dedicada ao tratamento da Hanseníase (doença de Lepra).

Diretor e fundador do Preventório São Tarcísio, em Mário Campos, criado para educar e prevenir que filhos de pais hansenianos contraíssem a doença.

Ocupou também cargos de prefeito de Araxá e Itajubá, além de secretário de saúde em gestões do então presidente Getúlio Vargas.

Casou-se com Honorina Prates Campos e teve três filhos: Mário Vinício Prates Campos, José Carlos Prates Campos e Maria Cristina Prates Campos.

 

PREVENTÓRIO SÃO TARCÍSIO

Construído entre 1930 e 1934, em um prédio central com vários pavilhões para abrigar crianças e adolescentes, filhos dos hansenianos (portadores da doença Hanseníase, popularmente conhecida como Lepra) da Colônia Santa Izabel.

A construção deste complexo deu grande impulso às atividades econômicas de Mário Campos, atraindo novos moradores, favorecendo o comércio e o crescimento da região.

Havia na entidade uma organização inicial feita por religiosas (madres) da Igreja Católica. A arquitetura do prédio, no estilo habitual do século 19, foi por muito tempo referência para cartão postal de Mário Campos. Somada à arquitetura, o paisagismo do preventório atraía turistas ao local: jardins bem cuidados e dois lagos.

No terreno, os empregados plantavam milho, arroz, feijão, mandioca e hortaliças para o consumo. Mantinham também uma olaria (fábrica de tijolos).

As moças do preventório faziam trabalhos manuais de artesanato para revenda, como: tapetes, colchas bordadas, crochê e peças de roupas.

Um padre morava no local e ministrava missas na capela do preventório. O último padre foi o Monsenhor Júlio Barbosa.

Muitos moradores de Mário Campos e mesmo de outras localidades foram batizados e se casaram na capela do preventório São Tarcísio.

Havia uma festa todo mês de maio e uma feira interna para expor e vender os produtos de artesanato.

Os pais hansenianos podiam ver seus filhos em visitas pré-determinadas, em sala específica para isto, e eram separados por grades, não podendo ter contato físico.

Na década de 70, o preventório passou a ter sua atividade bastante diminuída, pois haviam descoberto a vacina que paralisaria a doença no Brasil.

Em 1973, juntando-se às várias crises econômicas pelas quais o Estado passava, a manutenção de entidades filantrópicas sofreu grande queda e desentendimentos ocorridos na administração do Preventório fez com que o local fosse desativado, ocorrendo a transferência dos internos para a Casa dos Meninos, no bairro Pindorama, em Belo Horizonte. Ainda outros, que possuíam pais vivos, foram para seus lares.

Por quase 20 anos o prédio ficou fechado e abandonado. Foi alugado posteriormente para empresas como a Tratex e Engesolo, para acampamento dos trabalhadores, entre 1986 e 1990.

O local abriga hoje o bairro Campo Verde

 

EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE MÁRIO CAMPOS

 

Mário Campos foi elevado à condição de distrito de Ibirité pela Lei nº 8.285, de 08 de outubro de 1982, mas a instalação do distrito somente aconteceu no dia 05 de maio de 1985.

A primeira tentativa de emancipação para o município foi em 1991, junto com o distrito de Sarzedo. Embora tenha sido um processo emancipacionista que mobilizou bastante os dois distritos, na apuração dos votos, a emancipação não foi aprovada.

Após três anos, a Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais abriu novamente a oportunidade para a criação de novos municípios. Assim que foi publicada a Lei Complementar nº 03/95, estabelecendo os critérios para emancipação, iniciaram-se os movimentos.

Um grupo de pessoas mobilizou todas as comunidades do distrito, promovendo reuniões para esclarecer a população sobre os benefícios que todos teriam com a criação do novo município.

Em reunião realizada em 23 de janeiro de 1995, foi constituída a comissão para acompanhar e elaborar o processo de emancipação.

Fizeram parte da comissão emancipadora:

RONALDO FLAUSINO DA SILVA - Presidente

JOSÉ DE FÁTIMA CAMPOS – Vice-presidente

MARIA EFIGÊNIA NOGUEIRA BRAGA - Secretária

ESMAR GERALDO AMARAL – Suplente da Secretária

ALBERTO AGOSTINHO CÂNDIDO - Tesoureiro

ARMANDO ANTÔNIO DO PRADO – Suplente do Tesoureiro

JÚLIO CÉSAR FERREIRA – Relator

Oficialmente, o município de Mário Campos foi emancipado pela Lei Complementar nº 12.300, em 21 de dezembro de 1995, data em que se comemora o aniversário da cidade. Como a Lei Complementar nº 037/95 previa que o município emancipado continuaria sendo administrado pelo município remanescente até a posse do prefeito e vereadores, Mário Campos continuou pertencendo a Ibirité até 31 de dezembro de 1996.

 

FONTE DE ÁGUA MINERAL


Nos anos 60, ainda quando Mário Campos era considerado uma Zona Rural do Distrito de Sarzedo, o topógrafo Edmundo de Melo Franco que implantava um projeto de linha de distribuição de energia elétrica notou a ocorrência de uma excepcional nascente de água que chamou sua atenção.

Em 10 de abril de 1968 ele adquiriu a área onde se localizava a nascente. Durante 27 anos, até janeiro de 1995, quando faleceu aos 80 anos, o Sô Edmundo, como era chamado, realizou uma obra ímpar de preservação da fonte: construiu mais de 15 km de estradas, quatro represas, ergueu benfeitorias e piscinas de água mineral, garantindo a preservação da fonte para as futuras gerações.

Em junho de 1984 foi apresentado o projeto de lavra, que previa o engarrafamento da água para comercialização e a utilização da área para o turismo, com a criação de uma Estância Hidro Mineral.

A maior fonte do mundo de vazão espontânea de água mineral fica em Mário Campos.

 

 

 

FUNCIONAMENTO

Nosso horário de funcionamento e de segunda a sexta-feira de 12h às 18:h. 

Endereço: Av Petrina Augusta de Jesus nº 100 - São Tarcísio -Mário Campos 

Fone: (31)3577-2662  /  3577-2663

LOCALIZAÇÃO

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